quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hydrastis canadensis

 https://gemini.google.com/share/b26c804307cd

O Hydrastis canadensis, conhecido popularmente como Raiz-de-ouro (Goldenseal), é um dos medicamentos mais importantes da Materia Medica, especialmente quando o foco é o tropismo pelas mucosas.

Abaixo, apresento um quadro completo das suas características, desde a esfera mental até os sintomas físicos mais específicos.

1. Perfil Geral e Ação Fisiológica

O Hydrastis atua poderosamente nas membranas mucosas de todo o corpo, produzindo uma inflamação que evolui para uma secreção excessiva, espessa, amarelada e extremamente viscosa (filante). Sua ação também é profunda no sistema digestivo, fígado e tecidos glandulares.

É frequentemente indicado para pessoas debilitadas, idosas ou com doenças crônicas que levam ao emagrecimento e à perda de vitalidade.

2. Sintomas Mentais

 * Depressão e Desânimo: O paciente sente-se muito fraco, o que gera uma tristeza profunda e irritabilidade.

 * Confusão Mental: Dificuldade em concentrar-se ou lembrar de eventos recentes, muitas vezes associada à fraqueza física generalizada.

 * Sensação de Desamparo: Uma melancolia ligada à percepção de que a saúde não irá retornar.

3. Sintomas Físicos por Sistemas

A. Cabeça e Vias Aéreas (Onde o seu spray atua)

 * Coriza: Secreção que escorre pela parte posterior do nariz (gotejamento pós-nasal). O muco é amarelo, espesso e muito aderente.

 * Sinusite: Dor frontal compressiva, associada à obstrução nasal. A sensação é de que o nariz está sempre cheio, mas é difícil de assoar.

 * Ozena: Presença de crostas no nariz com odor fétido e ulceração do septo.

B. Sistema Digestivo (O "Cérebro" do Hydrastis)

 * Estômago: Sensação de "vazio" ou desfalecimento no estômago (fome que não sacia), acompanhada de acidez e hálito fétido.

 * Língua: Grande, flácida, mostrando a marca dos dentes, com uma saburra amarela no centro.

 * Fígado: Congestão hepática e icterícia (pele e olhos amarelados).

 * Intestino: Constipação obstinada. Não há desejo de evacuar por dias. Quando ocorre, as fezes são pequenas, duras e cobertas por muco.

C. Sistema Reprodutor e Glandular

 * Feminino: Leucorreia (corrimento) muito espessa, amarela e ácida, que causa prurido. É um remédio importante para erosões no colo do útero.

 * Glándulas: Tem afinidade por tecidos glandulares, sendo usado historicamente como suporte em casos de tumores mamários de crescimento lento e endurecidos.

4. Características Chave (O "Fio Condutor")

Para identificar a necessidade de Hydrastis, procure por estes três pilares:

 * Secreções amareladas e viscosas: Se o muco "estica" como um fio, pense em Hydrastis (ou Kali bichromicum).

 * Debilidade extrema: Uma fraqueza que parece maior do que a doença justificaria.

 * Atonia muscular: Especialmente nos intestinos e estômago.

5. Modalidades

 * Piora: Com o frio (ar frio, banho frio), com o uso excessivo de laxantes e com o movimento.

 * Melhora: Com o calor, com o repouso e após a eliminação das secreções.

Tabela Comparativa: Hydrastis vs. Outros Remédios de Mucosa

| Remédio | Cor da Secreção | Textura | Diferencial |

|---|---|---|---|

| Hydrastis | Amarelo-claro | Viscosa/Aderente | Associado a fraqueza e emagrecimento. |

| Kali bich. | Amarelo-esverdeado | Elástica (forma fios) | Dor em pontos isolados e pequenos. |

| Pulsatilla | Amarelo-esverdeado | Suave/Não irritante | Melhora com ar fresco; paciente dócil. |

> Curiosidade: Na fitoterapia moderna, a Berberina presente no Hydrastis é estudada não apenas por sua ação antibacteriana, mas também por sua capacidade de regular o açúcar no sangue e o colesterol.

Tópico - Nasal

Hydrastis canadensis D1

Cloreto de Sódio 0,9%

Apresentar em frasco spray

Utilizar antes do banho

Essa formulação combina a sabedoria da fitoterapia homeopatizada com a praticidade da higiene nasal moderna. É uma escolha muito comum para o tratamento de afecções das vias aéreas superiores, focando especialmente na recuperação da mucosa.

Aqui está uma análise detalhada sobre cada componente e a lógica por trás desse uso:

1. Os Componentes

 * Hydrastis canadensis D1:

   O Hydrastis é conhecido na farmacologia homeopática como um dos principais remédios para as mucosas. Na potência D1 (uma diluição decimal baixa), ele ainda preserva uma concentração relevante de alcaloides (como a berberina e a hidrastina).

   * Ação: Auxilia na redução da inflamação e é especialmente eficaz quando há secreção espessa, amarelada ou persistente (o famoso catarro que "gruda"). Ele atua como um tônico para a mucosa nasal, ajudando a restaurar sua função natural.

 * Cloreto de Sódio 0,9% (Soro Fisiológico):

   É uma solução isotônica, ou seja, tem a mesma concentração de sais que os nossos fluidos corporais.

   * Ação: Serve como veículo para o Hydrastis, mas também cumpre o papel mecânico de umidificar a mucosa, fluidificar o muco e facilitar a remoção de impurezas, alérgenos e poluição.

2. A Apresentação em Spray

O frasco spray é superior ao conta-gotas comum por dois motivos:

 * Distribuição: A névoa atinge uma área maior da cavidade nasal e dos seios da face.

 * Segurança: Reduz o risco de contaminação do líquido, já que não há contato direto do aplicador com a mucosa interna (se usado corretamente).

3. O Estratégico "Antes do Banho"

Utilizar o spray antes do banho é uma recomendação inteligente por causa do efeito sinérgico com o vapor:

 * O spray começa a agir amolecendo as secreções e tratando a inflamação.

 * O vapor do banho quente ajuda a dilatar as passagens nasais e a fluidificar ainda mais o muco.

 * Ao final do banho, a limpeza nasal se torna muito mais eficiente e menos agressiva ao assoar o nariz.

Benefícios Esperados

 * Alívio de Sinusites e Rinites: Ajuda a "limpar o terreno" e reduzir a pressão facial.

 * Redução do Gotejamento Pós-nasal: Aquela sensação de secreção escorrendo pela garganta.

 * Hidratação: Excelente para climas secos ou ambientes com ar-condicionado.

> Nota importante: Embora seja uma formulação de baixa toxicidade, o uso de Hydrastis deve ser acompanhado, especialmente em gestantes ou pessoas com sensibilidade à planta. Além disso, por ser uma solução manipulada, atente-se ao prazo de validade, que costuma ser curto(, de uma a duas semanas. Preparar em casa viabiliza uso comunitário prolongado).


O uso tópico do Hydrastis canadensis para erosão (ectopia) do colo uterino é um dos usos mais clássicos e eficazes desta planta, devido ao seu tropismo específico para regeneração de mucosas.

Abaixo, detalho como essas aplicações costumam ser prescritas e como funcionam:

1. Formas de Aplicação Tópica

Diferente do spray nasal, para a região ginecológica as formas farmacêuticas são desenhadas para garantir que o princípio ativo permaneça em contato com o colo do útero por mais tempo:

 * Óvulos Vaginais (Manipulados): É a forma mais comum. O Hydrastis (geralmente em Tintura Mãe ou Dinamização D1/1CH) é incorporado em uma base de gelatina ou manteiga de cacau. O óvulo é inserido ao deitar, permitindo que o medicamento atue durante toda a noite.

 * Glicerolado de Hydrastis: Uma mistura da Tintura Mãe com glicerina vegetal. A glicerina é higroscópica (absorve umidade), o que ajuda a "puxar" a secreção e permite que os alcaloides da planta (berberina) combatam a inflamação local de forma mais direta. Pode ser aplicado via aplicador ou em tamponamento (por um profissional).

 * Duchas ou Lavagens Externas: O extrato diluído em água morna estéril. É menos eficaz para a erosão profunda, mas excelente para tratar a leucorreia (o corrimento espesso e amarelado) que geralmente acompanha a erosão.

2. Por que o Hydrastis funciona aqui?

A "erosão" no colo do útero muitas vezes envolve uma mucosa fragilizada, inflamada e com secreção purulenta. O Hydrastis atua em três frentes:

 * Ação Adstringente: Ajuda a "fechar" e tonificar o tecido da mucosa.

 * Ação Antisséptica: A berberina presente na planta é um antibiótico natural que ajuda a controlar a flora local.

 * Cicatrização: Estimula a renovação celular da camada epitelial do colo.

3. Tabela de Comparação: Nasal vs. Uterino

| Característica | Uso Nasal (Seu spray) | Uso Uterino (Óvulo/Glicerol) |

|---|---|---|

| Veículo | Cloreto de Sódio 0,9% | Glicerina ou Base de Óvulo |

| Objetivo | Fluidificar e desinflamar | Cicatrizar e regenerar o tecido |

| Frequência | Várias vezes ao dia | Geralmente 1x ao dia (noite) |

⚠️ Observações Clínicas Importantes

 * Diagnóstico Preciso: Nem toda "feridinha" no útero é apenas uma inflamação simples. É indispensável ter realizado o Papanicolau e a Colposcopia recentemente para descartar lesões por HPV ou displasias graves antes de iniciar o tratamento homeopático.

 * Acompanhamento: O tratamento tópico com Hydrastis costuma apresentar resultados rápidos no alívio do corrimento, mas a cicatrização completa da erosão pode levar algumas semanas de uso contínuo.

> Dica de aplicação: Se optar pelo óvulo ou glicerolado, o uso de um protetor diário é recomendado, pois o medicamento tende a escorrer levemente na manhã seguinte.

Para impregnar o Hydrastis canadensis (ou qualquer outro ativo fitoterápico/homeopático) em óvulos vaginais sem utilizar glicerina, a farmacotécnica dispõe de excelentes alternativas que variam de acordo com a solubilidade do extrato e o objetivo terapêutico.

Aqui estão as principais opções utilizadas em farmácias de manipulação:

1. Bases Lipofílicas (Gordurosas)

São as alternativas mais comuns à glicerina, especialmente quando se busca uma ação mais emoliente e protetora da mucosa.

 * Manteiga de Cacau: É o veículo clássico. É natural, funde-se exatamente à temperatura do corpo (30-35°C) e é extremamente suave. É ideal para o Hydrastis quando o objetivo é criar uma barreira protetora sobre a erosão do colo.

 * Witepsol ou Suppocire (Gorduras Duras Sintéticas): São misturas de triglicerídeos vegetais hidrogenados. São mais estáveis que a manteiga de cacau, não rancificam e permitem uma liberação mais controlada do ativo. São excelentes para incorporar extratos secos ou tinturas de Hydrastis.

2. Bases de Polietilenoglicóis (PEG ou Macrogóis)

Embora sejam hidrofílicas (solúveis em água como a glicerina), elas não contêm glicerina.

 * Vantagem: Diferente das gorduras que derretem com o calor, o PEG se dissolve nos fluidos vaginais. Isso evita a sensação "oleosa" após a aplicação.

 * Indicação: É uma base muito firme, excelente para climas quentes, e muito eficaz para veicular alcaloides (como a berberina do Hydrastis).

3. Cápsulas Vaginais (Gelatina Dura)

Uma alternativa moderna que dispensa o processo de fusão em moldes de óvulos.

 * Como funciona: O extrato de Hydrastis (geralmente o extrato seco padronizado) é colocado dentro de uma cápsula de gelatina dura especial ou cápsula vegetal, às vezes misturado com um excipiente inerte como amido ou lactose.

 * Vantagem: É uma aplicação "seca", o que pode ser preferível em casos de leucorreia excessiva, e evita o uso de qualquer base gordurosa ou glicerinada.

4. Gel de Hidroxietilcelulose (Natrosol) em Aplicadores

Se a paciente apresentar sensibilidade extrema a óvulos sólidos, o farmacêutico pode manipular o Hydrastis em um gel aquoso de base celulósica.

 * Vantagem: É totalmente livre de gorduras e glicerina, sendo o veículo mais inerte e hipoalergênico disponível.

Qual escolher?

A escolha depende da forma do Hydrastis que será utilizada:

 * Se for Tintura Mãe (líquida): As bases de PEG ou Gelatina Glicerinada (que você quer evitar) costumam aceitar melhor líquidos. No caso de bases gordurosas (Manteiga de Cacau), o farmacêutico precisará usar um agente suspensor.

 * Se for Extrato Seco (pó): A Manteiga de Cacau ou as Cápsulas Vaginais são excelentes opções.

Dica Clínica: Para casos de erosão de colo, as bases gordurosas (Manteiga de Cacau/Witepsol) costumam ser mais confortáveis, pois formam uma película que reduz o atrito e a irritação local.


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Passiflora alata

https://chat.deepseek.com/share/6lnip50hgjdbbof9aq

 **Matéria Médica Homeopática da *Passiflora alata***

 É importante ressaltar que o uso de *Passiflora alata* na homeopatia é **menos clássico e menos documentado** do que seu uso fitoterápico, sendo mais frequentemente associado à **tintura-mãe** ou a formulações compostas.

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### **PASSIFLORA ALATA**
*(Maracujá-doce, Maracujá-grande, Maracujá-de- refresco)*

**Família:** Passifloraceae
**Origem:** Brasil e regiões tropicais da América do Sul.
**Parte Utilizada:** Geralmente a **planta toda** (folhas, flores e frutos imaturos) para a preparação da tintura-mãe (TM).
**Prova Homeopática:** Não é um dos policroismos fundamentais (não possui uma vasta "prova" extensiva como *Sulfur* ou *Pulsatilla*). Seu conhecimento deriva principalmente do **uso etnofarmacológico e clínico tradicional**, observado em sua aplicação como calmante no Brasil e em outras culturas.

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#### **1. AÇÃO GERAL E ESFERA PRINCIPAL**
* **Sistema Nervoso Central:** É o principal alvo. Atua como um **modulador sedativo e ansiolítico** sem causar depressão vital profunda ou torpor mental marcante. Seu efeito é descrito como **reparador do sono** e **pacificador da agitação psíquica**.
* **Sistema Digestivo:** Ação secundária, frequentemente ligada a desordens de origem nervosa (gastrites, espasmos).
* **Constitucional:** Não há um biótipo definido clássico. Pode ser útil em indivíduos de qualquer constituição que apresentem os **sintomas-chave de agitação nervosa e insônia**.

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#### **2. SINTOMAS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS (GUIDE)**
* **Agitação Mental com Incapacidade de Desligar:** A mente fica "ligada", ruminando os acontecimentos do dia, preocupações, com pensamentos intrusivos que impedem o início do sono. **"Não consigo parar de pensar."**
* **Ansiedade Antecipatória:** Ansiedade relacionada a eventos futuros, exames, compromissos, que gera inquietação física e mental.
* **Irritabilidade por Fadiga Nervosa:** Fica irritado, impaciente, mas mais por exaustão do que por uma raiva ativa. A pessoa está cansada, mas o sistema nervoso não "desliga".
* **Sono: Sintoma Cardinal:** **Insônia por hipervigilância cerebral**. O indivíduo está fisicamente cansado, mas a mente permanece alerta, clara e ativa. Dificuldade em **conciliar o sono** (inicial). O sono, quando vem, pode ser superficial e não reparador. Menos frequente, pode ajudar em despertares precoces (às 3-4h) por aceleração do pensamento.

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#### **3. SINTOMAS FÍSICOS (LOCAIS)**
* **Sistema Nervoso/Sono:**
    * Insomnia initialis (dificuldade para adormecer).
    * Sono agitado, cheio de sonhos vívidos e perturbadores.
    * Sensação de que o sono não descansou ("acordar mais cansado").
    * Tremores finos por ansiedade.
* **Sistema Digestivo:**
    * **Espasmos e cólicas digestivas** de origem nervosa (nervos no estômago).
    * Gastralgia com sensação de peso ou queimação, agravada por preocupações.
    * Náuseas nervosas.
* **Geral:**
    * **Agitação física concomitante à mental:** não consegue ficar parado, pernas inquietas.
    * Fadiga física decorrente da privação de sono, mas com a mente ainda em ritmo acelerado.

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#### **4. MODALIDADES (AGRAVAÇÃO E MELHORA)**
* **Agrava (<):**
    * À noite, ao deitar para dormir.
    * Por preocupações, ruminação mental.
    * Por fadiga nervosa (o cansaço piora a agitação).
    * Por excesso de trabalho intelectual.
* **Melhora (>):**
    * Por distração, atividades leves que ocupem a mente sem exigir muito.
    * Pelo repouso efetivo (quando consegue dormir).
    * Pelo ar livre e ambientes calmos.

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#### **5. RELAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO COM OUTROS REMÉDIOS (DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL)**
* **Coffea cruda:** Insônia por **excitação mental alegre**, ideias brilhantes, notícias boas. Hiperestesia dos sentidos. *Passiflora* é por **preocupação e agitação ansiosa**, não por alegria.
* **Nux vomica:** Insônia do workaholic, cheio de planos para o dia seguinte. Acorda irritado. Associado a problemas digestivos por excessos (comida, álcool, café). *Passiflora* tem menos essa conotação de excessos e mais de pura hiperatividade nervosa.
* **Avena sativa:** Esgotamento nervoso profundo, fraqueza. *Passiflora* é mais para **agitação com fadiga** do que para esgotamento puro.
* **Ignatia amara:** Insônia por mágoa, choque emocional, contradição. Sintomas changeantes. *Passiflora* é mais linear: agitação ansiosa e pensamentos repetitivos.
* **Kalium phosphoricum:** Esgotamento intelectual, fadiga cerebral de estudantes, aversão a esforço mental. *Passiflora* não tem aversão; a mente simplesmente não para.

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#### **6. POSOLOGIA E APLICAÇÃO PRÁTICA**
* **Potências:** Mais utilizada em **baixas potências** (TM, 6CH, 12CH) para atuar no plano funcional/sintomático. Potências mais altas (30CH) podem ser usadas para padrões mais estabelecidos de ansiedade e insônia.
* **Dose:** Frequentemente usada como **medicação de contexto**, tomada **à noite**, 30 minutos a 1 hora antes de dormir. Pode ser repetida em casos de despertar noturno.

             forma de uso que proponho: https://luizmeira.com/dados/medical/natural/homeo/boericke/passi.htm

* **Uso Frequente:** Muitas vezes encontrada em **formulações homeopáticas compostas** para insônia, ansiedade e estresse, combinada com outros remedios como *Valeriana*, *Ignatia*, *Ambra grisea*, Avena sativa etc.
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#### **7. RESUMO DO PERFIL E INDICAÇÃO CENTRAL**
**Perfil Chave:** **"O remédio para a mente que não desliga."**
**Indicação Central:** **Insônia inicial por agitação mental ansiosa, pensamentos repetitivos e incapacidade de relaxar a mente,** frequentemente associada a um dia de muitas preocupações ou excitação nervosa. É o remédio para a **"noite em claro por causa dos pensamentos"**. Atua como um **modulador suave do sistema nervoso**, promovendo a transição natural da vigília para o sono reparador.

**Nota Final:** Enquanto na fitoterapia seu uso é bem estabelecido como sedativo leve, na homeopatia clássica seu *pathos* preciso é menos delineado. Seu valor reside na **clínica prática**, especialmente em casos onde o componente ansioso-ruminativo da insônia é proeminente.
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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Aspergillus niger Homeopático

A preparação homeopática de Aspergillus niger entendo ser algo incipiente.

Trago abordagem do Gemini para facilitar o caminho:

A Materia Médica Homeopática de Aspergillus niger descreve um medicamento obtido a partir do fungo, utilizado em casos de infecções fúngicas, especialmente aquelas com manifestações respiratórias, como aspergilose. 

O medicamento é preparado através de diluições e dinamizações sucessivas do fungo, seguindo os princípios da homeopatia. 

Indicações:
Infecções fúngicas:
Aspergillus niger é indicado em casos de infecções fúngicas, incluindo aspergilose, especialmente em indivíduos com sistema imunológico enfraquecido. 

Manifestações respiratórias:
Pode ser utilizado em casos de tosse com expectoração, asma fúngica e outras condições respiratórias relacionadas à infecção por Aspergillus. 

Efeitos sobre a pele:
Também pode ser considerado em casos de lesões cutâneas ou infecções fúngicas da pele. 

Outras manifestações:
Podem ser considerados em casos de fadiga, fraqueza, e outros sintomas associados a infecções fúngicas. 

Características do Medicamento:
Diluições:
As diluições e dinamizações homeopáticas são preparadas a partir de extratos do fungo, sendo importantes para a eficácia do medicamento, que é preparado segundo os princípios da homeopatia. 

Sintomas característicos:
Os sintomas que indicam a necessidade de Aspergillus niger podem variar, mas frequentemente incluem manifestações respiratórias como tosse com expectoração, respiração difícil e outros sintomas relacionados a infecções fúngicas respiratórias. 

Potencial de reações adversas:
Como qualquer medicamento homeopático, é importante considerar a individualidade do paciente e potenciais reações adversas, especialmente em pessoas com alergia aos componentes do medicamento. 

Homeopatia e Fungos Respiratórios

Aspergillus niger

Encaminhado de uma IA

🌿 Homeopatia para quadro respiratório causado por fungo:

Esses são alguns medicamentos homeopáticos que podem ser avaliados para tosse seca relacionada à exposição fúngica:

 Tosse seca com queimação no peito, pior à noite, melhora com líquidos quentes; medo de doenças, sensação de fraqueza.

Tosse seca e dolorosa, pior ao se mover, melhora com repouso; sede por grandes quantidades de água fria.

Tosse seca com ânsia de vômito, sem alívio; sensação de sufocamento.

Se houver chiado no peito e dificuldade de expectoração. Mais comum em quadros com secreção.

Para exposição crônica a ambientes com fungos, especialmente em casos com hipersensibilidade respiratória.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Parkinson e Homeopatia

💡 Fonte: Diálogo com o assistente DeepSeek-R1 (DeepSeek), realizado em julho de 2025. Conteúdo livre para uso educativo.  

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**INTRODUÇÃO**  
Este conteúdo explora a relação entre doença de Parkinson e homeopatia, com base em princípios da Matéria Médica Homeopática e evidências científicas. As informações foram sintetizadas a partir de discussão técnica com IA especializada, visando clareza e imparcialidade.  

** EVIDÊNCIAS E RISCOS**  

- ✅ **Relatos promissores (limitados):**  
  Estudos pequenos sugerem alívio de tremores e rigidez com protocolos homeopáticos (ex: BrainMindia).  
  Organoterápicos mostraram resultados positivos em estudo brasileiro (28 pacientes) – *aguardando revisão*.  

- ⚠️ **Críticas fundamentadas:**  
  Homeopatia não altera a progressão do Parkinson.  
  Falta de estudos robustos (placebo pode explicar melhorias subjetivas).  
  Substituir levodopa por homeopatia é perigoso!  

**SINTOMAS x REMÉDIOS HOMEOPÁTICOS** 

| SINTOMA | REMÉDIOS MAIS USADOS | CARACTERÍSTICAS-CHAVE | 

| **Tremores** | 
Mercurius solubilis | Agravados por estresse, suores noturnos.
Agaricus muscarius | Sensação de agulhadas, piora com frio. 

| **Rigidez** | 
Causticum | Articulações "encurtadas", dificuldade de andar. 
 Rhus toxicodendron | Melhora com movimento contínuo. 

| **Lentidão (bradicinesia)** | 
Aurum metallicum | Depressão associada, piora à noite. 

| **Quedas/desequilíbrio** | 
Gelsemium | Fraqueza muscular, medo de cair. 

**PRINCÍPIOS E ALERTAS**  

▶️ **Como a homeopatia atua (teoria):**  
- Lei dos Semelhantes: remédio = substância que causa sintomas similares em pessoas sãs.  
- Individualização: tratamento baseado em sintomas físicos + emocionais.  
- Altas diluições: uso de substâncias dinamizadas (ex: C30).  

🚨 **Notas críticas (consenso médico):**  
1. Nenhum remédio homeopático demonstrou eficácia superior a placebo em ensaios clínicos.  
2. Parkinson exige tratamento convencional (levodopa + reabilitação).  
3. Homeopatia pode ser usada como complemento, nunca como substituto.  

**REFERÊNCIAS & OBSERVAÇÕES**  

> 📌 **Nota de Autonomia **  
Este conteúdo visa ampliar seu conhecimento. O Parkinson envolve riscos complexos — por isso, se optar por terapias alternativas, informe-se com múltiplas fontes, observe atentamente seu organismo e, se sentir necessidade, considere supervisionar mudanças com apoio técnico qualificado.

> ✍️ **Créditos:**  
> Texto adaptado de diálogo com DeepSeek-R1 (assistente de IA da DeepSeek).  
> Disponível sob licença livre para fins educativos: https://deepseek.com  

> 🔄 **Atualização:**  
> Evidências podem mudar conforme novos estudos surgirem.  

Losna - Artemisia absinthium



Pelo Gemini

A losna, também conhecida como absinto, é uma planta medicinal com uma longa história de uso na fitoterapia, famosa por seu sabor amargo e suas diversas propriedades.
Componentes Ativos
As propriedades da losna são atribuídas à sua rica composição química, que inclui:
 * Lactonas sesquiterpênicas: Como a absintina e anabsintina, que são responsáveis pelo seu sabor amargo característico e pelas ações digestivas e hepatoprotetoras.
 * Óleos essenciais: Contêm tujona, que é um composto neurotóxico em altas doses e é o motivo pelo qual o uso da losna requer cautela. Outros componentes incluem cânfora e artemisina.
 * Flavonoides: Possuem ação antioxidante e anti-inflamatória.
 * Ácidos fenólicos e taninos: Contribuem para suas propriedades adstringentes e antioxidantes.
Principais Ações Fitoterápicas e Indicações
A losna é valorizada por suas ações terapêuticas, especialmente para o sistema digestório e como antiparasitário:
 * Estimulante Digestivo e Hepatoprotetor:
   * É um potente tônico amargo, que estimula a produção de saliva e sucos gástricos, melhorando o apetite e a digestão.
   * Estimula a produção e liberação de bile pelo fígado e vesícula (ação colagoga e colerética), auxiliando na digestão de gorduras e no tratamento de problemas hepáticos e da vesícula biliar, como má digestão, azia, flatulência e esteatose hepática (gordura no fígado).
   * Pode ajudar a aliviar sintomas de gastrite, dispepsia (indigestão) e dores de estômago.
 * Vermífuga e Antiparasitária:
   * Tradicionalmente utilizada para combater vermes e parasitas intestinais, como áscaris e ancilóstomos.
 * Anti-inflamatória e Analgésica:
   * Compostos como a artemisina e flavonoides conferem à losna propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, que podem ser úteis no alívio de dores musculares, articulares (artrite, artrose) e cólicas menstruais.
 * Antimicrobiana:
   * Possui atividade antibacteriana e antifúngica, podendo auxiliar no combate a infecções.
 * Outras Indicações:
   * Pode auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue (hipoglicemiante).
   * Usada externamente para tratar feridas na pele e piolhos.
   * Pode ter efeitos no sistema nervoso, sendo investigada para melhora cognitiva e como neuroprotetora, mas o uso excessivo pode ter efeitos contrários.
Modo de Uso Comum
O uso mais comum da losna é na forma de chá (infusão).
 * Preparação: Utilize 1 colher de chá de folhas secas de losna para cada xícara de água fervente. Deixe em infusão por 5 a 10 minutos, coe e beba.
 * Posologia: Geralmente, recomenda-se 1 xícara de chá até 2 ou 3 vezes ao dia, preferencialmente antes das refeições para estimular o apetite e a digestão, ou após as refeições para problemas gastrointestinais.
 * Duração do Tratamento: O uso da losna deve ser de curta duração, geralmente não excedendo 4 semanas, devido à presença da tujona.
Precauções, Contraindicações e Efeitos Colaterais
A losna, devido à presença da tujona, exige muita cautela em seu uso:
 * Tujona: Este composto pode ser neurotóxico em altas doses e uso prolongado, podendo causar sintomas como náuseas, vômitos, insônia, agitação, tontura, tremores, retenção urinária, dormência, e em casos mais graves, convulsões, delírios, alucinações e até danos renais ou paralisia.
 * Gravidez e Amamentação: É estritamente contraindicada para gestantes, pois pode estimular contrações uterinas e induzir aborto. Também deve ser evitada durante a amamentação, pois seus componentes podem passar para o leite materno e torná-lo amargo.
 * Epilepsia: Pessoas com epilepsia ou que tomam medicamentos anticonvulsivantes devem evitar a losna, pois a tujona pode interferir com esses medicamentos e aumentar o risco de convulsões.
 * Problemas Renais e Hepáticos Graves: Deve ser evitada por pessoas com doenças renais ou hepáticas severas.
 * Alergias: Pessoas com alergia a plantas da família Asteraceae (como margaridas, crisântemos, ambrósia) podem apresentar reação alérgica à losna.
 * Uso em Crianças: Não é recomendada para crianças sem orientação profissional.
 * Interações Medicamentosas: Pode interagir com medicamentos para diabetes (potencializando a hipoglicemia) e outros medicamentos, por isso, é crucial consultar um médico.
 * Sabor Amargo: O sabor intenso e amargo pode ser desagradável para algumas pessoas.

Café torrado homeopático - Coffea tosta

 referências

http://www.homeoint.org/books1/allenhandbook/c/coff-t.htm

https://www.materiamedica.info/en/materia-medica/john-henry-clarke/coffea-tosta

https://www.researchgate.net/publication/227164180_Standardization_of_homeopathic_Coffea_arabica_Coffea_cruda_and_Coffea_tosta_matrix_tinctures

https://pt.slideshare.net/slideshow/coffea-tosta-bhms-materia-medica-homoeopathy-3dfb/272072382

https://homeopathybooks.in/textbook-homeopathic-materia-medica/coffea-tosta-4/

https://homeopathybooks.in/dictionary-of-practical-materia-medica-by-j-h-clarke/coffea-tosta-3/

Carqueja - Baccharis trimera

 pelo Gemini

A carqueja, cujo nome científico mais comum é Baccharis trimera, é uma planta medicinal muito popular na fitoterapia brasileira, conhecida por suas diversas propriedades terapêuticas. Suas hastes aéreas são as partes mais utilizadas.

Compostos Ativos
As características fitoterápicas da carqueja são atribuídas à sua rica composição química, que inclui:
 * Flavonoides: Como a quercetina e a rutina, que possuem forte ação antioxidante e anti-inflamatória. Eles ajudam a proteger as células do corpo contra danos causados pelos radicais livres e a reduzir processos inflamatórios.
 * Óleos essenciais: Contêm substâncias como carquejol, calameno e eudesmol, que contribuem para o aroma característico da planta e para suas propriedades digestivas e hepáticas.
 * Lactonas diterpênicas: Responsáveis por parte do sabor amargo e pelas ações digestivas e hepatoprotetoras.
 * Saponinas: Podem ter efeitos hipoglicemiantes e anti-inflamatórios.
 * Compostos fenólicos: Contribuem para a atividade antioxidante e anti-inflamatória.
Principais Ações Fitoterápicas e Indicações
A carqueja é amplamente utilizada para diversas finalidades, sendo as mais notáveis:
 * Ação Digestiva e Hepatoprotetora:
   * É um excelente tônico digestivo, estimulando a produção de bile pelo fígado (ação colagoga) e sua liberação pela vesícula biliar (ação colerética). Isso melhora a digestão de gorduras, alivia a sensação de peso no estômago, azia, má digestão e flatulência.
   * Auxilia no tratamento de problemas de fígado e vesícula biliar, incluindo a esteatose hepática (gordura no fígado).
   * Apresenta efeito gastroprotetor e antiulceroso, ajudando a modular a secreção ácida e a proteção da mucosa gástrica.
 * Ação Hipoglicemiante:
   * Contém compostos bioativos que podem aumentar a sensibilidade das células à insulina, ajudando a reduzir os níveis de glicose no sangue. É frequentemente usada como coadjuvante no controle do diabetes.
 * Ação Diurética:
   * Ajuda a eliminar o excesso de líquidos do corpo, o que pode ser benéfico para combater a retenção hídrica e auxiliar no controle da pressão arterial.
 * Ação Anti-inflamatória e Antioxidante:
   * Seus flavonoides e outros compostos combatem a inflamação e neutralizam os radicais livres, contribuindo para a saúde geral e podendo auxiliar no alívio de dores articulares e musculares.
 * Fortalecimento Imunológico:
   * Pode estimular a produção de glóbulos brancos, fortalecendo o sistema imunológico e auxiliando no combate a infecções, gripes e resfriados.
 * Outras indicações:
   * Antidiarreica: Ajuda a regular o trânsito intestinal.
   * Anti-helmíntica: Popularmente usada para combater vermes.
   * Pode ser um coadjuvante em regimes de emagrecimento devido às suas propriedades digestivas e diuréticas.

Modo de Uso Comum
O uso mais comum da carqueja é na forma de chá (infusão). Geralmente, utiliza-se 1 colher de sobremesa dos ramos picados para 1 xícara de água fervente. Deixa-se em infusão por 5 a 10 minutos, coa-se e pode-se tomar até 3 vezes ao dia, preferencialmente antes das refeições para otimizar a digestão.
Contraindicações e Efeitos Colaterais
Embora seja uma planta natural, a carqueja possui contraindicações e pode causar efeitos colaterais, especialmente se usada de forma inadequada:
 * Gravidez e Amamentação: É contraindicada para gestantes, pois pode causar contrações uterinas e até aborto. Também deve ser evitada durante a amamentação, pois seus componentes podem passar para o leite materno.
 * Pressão Baixa (Hipotensão): Por ter ação diurética e auxiliar na redução da pressão, deve ser usada com cautela por pessoas com pressão arterial baixa, podendo causar hipotensão excessiva.
 * Diabetes: Diabéticos devem usar com cautela e sob orientação médica, pois a carqueja pode intensificar o efeito de medicamentos para diabetes, levando a uma queda excessiva da glicemia (hipoglicemia).
 * Distúrbios Gastrointestinais Graves: O consumo excessivo pode causar desconforto gástrico, náuseas ou diarreia em algumas pessoas.
 * Crianças: Não é recomendada para crianças sem orientação profissional.
 * Uso Prolongado: O uso prolongado ou em doses muito altas pode diminuir o número de leucócitos no sangue.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Babosa cobrindo articulações


Entre as inúmeras aplicações da mucilagem de Aloe vera utilizamos também em artrites.

Nesta imagem vemos uma forma singular onde a pessoa tem disposição de manter os dedos imersos.
Simplifica o uso e amplia o efeito por abranger toda a cápsula articular com porção generosa desta panacéia.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Luffa operculata - Buchinha, uso infantil.

Usar a Buchinha em gotas ou spray nasal é uma prática de higiene diária além de terapêutica para sinusite e otite.

A preparação mais simples é:

Ferver durante 10 minutos ⅛ do fruto em 200 ml de água.
Este chá dura uma semana, depois deve ser dispensado e preparado novamente.

Aplica-se antes do banho ou antes de nadar. 
Quando febril aumenta a frequência até 4x/dia conforme a intensidade dos sintomas nasais.

Em crianças diluimos o chá preparado proporcionalmente à idade:

6 a 12 anos - ao meio
3 a 6 anos   - em 4
1 a 3 anos   - em 8

Menores que 1 ano:
prepara-se com uma seringa graduada para aumentar a precisão.
de 9 a 12 meses - dilui em 10 vezes - aspira meio mililitro do chá e completa até 5 ml com água. 
de 6 a 9 meses - dilui em 14 vezes - aspira meio mililitro do chá e completa até 7 ml com agua.
de 3 a 6 meses - dilui em 18 vezes - aspira meio mililitro do chá e completa até 9 ml com água.
de 1 a 3 meses - dilui em 22 vezes - aspira meio mililitro do chá e completa até 11 ml com água.
de 0 a 1 mês - dilui em 26 vezes - aspira meio mililitro do chá e completa até 13 ml com água.

Como a sensibilidade à Luffa difere entre as pessoas, sempre usa uma gota em uma narina e observa a reação. Se houver dúvida, dilui mais.

É importante usar somente uma gota em cada narina para evitar que engula e irrite o estômago.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Cobras venenosas e homeopatia

Replicado da Revista de Homeopatia

Comparative study of the pathogenetic symptoms of

four homeopathic medicines derived from snakes:

relationship between venom composition and snake species

Gustavo Henrique da Silva, Pedro Folgueri Silveira, Caio Leite AscavaAnamélia Frozoni Lomonaco,

Abstract

One of the traditional foundations of homeopathy is the proving of medicines in healthy individuals. This to say, before used in clinical practice by means of the law of similarity, substances or drugs are tested in healthy volunteers to establish the signs and symptoms they cause with full precision.

Homeopathic medicines prepared from snake venoms are used quite often in clinical practice, 

Lachesis mutain particular.

The aim of the present study was to compare the set of pathogenetic symptoms of four homeopathic medicines derived from snakes, i.e., 

Elaps corallinus
Bothrops lanceolatus
Crotalus horridus,
Lachesis

 to correlate common actions, and discuss the biochemical differences that account for each one’s specificities.

The pathogenetic descriptions of LachElapsCrot-h and Both-l exhibit many traits in common with the effects of the venoms of Lachesis muta, Micrurus corallinusCrotalus horridus and Bothrops jararaca, respectively, which justifies the inclusion of toxicological data in the homeopathic materia medica. 

We conclude that the investigated homeopathic medicines exhibit pathogenetic traits corresponding to hemorrhagic, inflammatory, and neurotoxic events, however, they also exhibit individual and clinically specific actions that hinder the elaboration of a single pathogenetic picture.

The composition of each snake venom accounts for the pathogenetic action of the corresponding homeopathic medicines, as well as their similarity with snake bites.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Luffa operculata - Matéria Médica

http://www.principiovital.com.br/html/br/mmavulsa/luf-op.html

Planta pertencente à família das Cucurbitaceae, originária da América do Sul, e nativa no Brasil. É uma trepadeira de caule penta-anguloso, gavinhas simples ou bífidas, compridas e vilosas. Folhas longo-pecioladas, cordiformes ou reniformes, angulosas ou lobadas (3-5 lobos), um pouco ásperas. Flores amarelas, campanuladas, pequenas, axilares. Frutos ovóides, moles, pequenos, ásperos e com pequenas nervuras ou saliências espinescentes e seriados. Sementes compridas, lisas, com as margens regulares, sem alas. Seu nome popula deriva da sua aparência semelhante à da "bucha de banho", mas apresenta um tamanho menor (cerca de 8 cm). Popularmente é usada para rinites e rinofaringites. Há registros de casos de intoxicação com esta planta, ocorrendo sintomas cerca de 24 horas após a ingestão do chá. Náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça são os sintomas primários, subsequentemente advêm hemorragias, podendo ocorrer o coma e a morte.

De acordo com Mezger, o Iodo é um importante constituinte ativo da planta.

Luffa operculata foi introduzido no início dos anos 1960 pelo Dr. Willmar Schwabe na matéria médica homeopática, após visitar a Colômbia, na América do Sul, onde conheceu seu tradicional uso para o tratamento de sinusite. Em 1962-63 O Dr. Raeside realizou em Londres novas experimentações. Em 1986 novas experimentações foram publicadas pelo "Deutschen Zentralvereins".


"Os textos aqui apresentados foram obtidos através de compilação ou reprodução de patogenesias de um ou vários autores assinalados no início, tendo sido adaptados e livremente traduzidos para o Português"

Textos extraídos e adaptados das Matérias Médicas de Frans Vermeulen, O.A. Julian, Vijnovsky, Nilo Cairo e Artigos de revistas Homeopáticas dos Autores das experimentações e Homeopatas diversos.

Características gerais

Luffa operculata foi introduzido no início dos anos 1960 pelo Dr. Willmar Schwabe na matéria médica homeopática, após visitar a América do Sul onde é usado tradicionalmente para o tratamento de sinusite. Em 19602-63, as experimentações do Dr. Raeside em Londres confirmaram muitos sintomas respiratórios alérgicos. Luffa operculata mostrou não ser um remédio de ação profunda, seu tempo de ação sendo de 6 a 34 horas, mas o remédio pode ser tomado diariamente por meses. Embora os pacientes tenham ficado livres dos sintomas de asma, eles podiam ser tratados ao mesmo tempo com um remédio constitucional.

Mental

Falta de concentração.

Medo de câncer.

Ilusão de ter câncer no cólon.

Cólera por bagatelas; agg. pelo barulho.

Distraído.

Falta de reação com uma condição de colapso com indiferença.

Sonhos muito ansiosos com música e barulho.

Generalidades

Cansaço e fadiga física ou corporal.

Hipertrofia da glândula tireóide.

Grande sede e apetite voraz; com emagrecimento.

Secura das mucosas.

Alergias respiratórias (rinites, asmas).

Cabeça

Cefaléias; violentas; surdas, iniciando-se na fronte estendendo-se para o pescoço.

Cefaléias na região occipital.

Cefaléias na região frontal; com vertigem e moscas que voam diante dos olhos; e fotofobia; agg. em quarto quente.

Olhos

Olhos pesados secos; lacrimejamento com sensibilidade à luz; visão pesada.

Nariz

Espirros violentos e prurido interno do nariz.

Rinite crônica, com envolvimento dos seios paranasais.

Nariz entupido, com espirros frequentes; resfriados com sinusite.

Sinusite com cefaleia e secreção aquosa do nariz.

Resfriado com secreção nasal, branca ou amarela, especialmente de manhã, mais clara e transparente no decorrer do dia.

Resfriados com sintomas nasais e face ruborizada e quente e boca seca, assim como os olhos.

Secura da mucosa nasal (dolorosa) com formação de crostas aderentes.

Agg. por ar confinado e ar seco no quarto.

Amel. ao ar livre do exterior.

Boca

Secura da boca; úlceras; cantos fissurados.

Secura da língua, da parte de trás da garganta, da faringe.

Sensação de ardência na ponta da língua.

Gosto metálico ou amargo.

Língua espessamente coberta; com úlceras.

Garganta

Garganta seca; e sensação como se a parte de trás da língua (seca) pressionasse para cima.

Sensação de sufocação como pressão na garganta externa.

Estômago - intestino - abdômen

Dolorosa sensação de sede e fome, difícil de satisfazer.

Dores gástricas difusas.

Sensação de vazio no estômago.

Tendência à constipação.

Peito

Dores supraesternais.

Sensação de vibração cardíaca.

Falta de ar pelo menor esforço.

Taquicardia.

Dor no peito durante a tosse e espirros.

Aparelho respiratório

Sibilos e som chocalhante no peito com dificuldade para expectorar.

Respiração difícil pelo menor esforço.

Tosse espasmódica que agg. pela brisa fria, neblina, poeira, etc.

Agg. por exposição à poeira, ao frio, à noite, de manhã cedo.

Amel. pelo calor, cobrindo a cabeça.

Extremidades

Marcado dolorimento e fraqueza dos membros; com dormência e peso.

Câimbras.

Pele - Fâneros

Formação de pequenas espinhas, purulentas e prurido na face, no lábio inferior e no queixo.

Perda abundante de cabelos.

Desejos e Aversões

Aversão a comidas gordurosas; condimentadas.

Desejo de vinagre diluído; limão.

Modalidades

Agravação: Em um quarto, em ar seco.

Melhora: Ao ar livre.

Posologia

Dinamizações: 4 DH, 6 DH, 12 DH.

Diagnóstico positivo

Cefaleia de regiões fronto-occipital.

Inflamação aguda ou crônica das mucosas dos seios nasais.

Hipertrofia ou atrofia das mucosas nasais.

Diagnóstico clínico

Rinofaringite aguda.

Faringolaringite aguda.

Sinusite purulenta.

Rinite atrófica crônica.

Asma brônquica.

Pólipos nasais.

Comparações diferenciais

Mercurius bi-iodatus (Merc-i-r): Coriza com rouquidão. Secreção abundante de muco posnasal, agg. ao ar livre, amel. pelo calor.

Cinnabaris (Cinnb): dores depressivos nos ossos do crânio, com obstrução do nariz, com secreção de muco espesso, epistaxes frequentes.

Hepar sulphur (Hep): Secreções azedas, fétidas, com obstrução do nariz, assim que o paciente sai ao ar frio e amel. em um quarto quente.

domingo, 11 de agosto de 2019

Maracujá

Passiflora
 
 Flor da Paixão,
 aparece na época da paixão de Cristo, 
equinócio do outono.

Cocção
das folhas por 10 minutos
Tomar uma xícara cada 30 minutos,
até ficar mais calmo ou dormir.

Tintura Mãe
Preparação farmacêutica com álcool orgânico de cereal a 70% é o padrão usual. Utilizamos álcool de cana pentadestilado a 37,5% e duplicamos o tempo de maceração para 1 mês.

tomar 1 gota/Kg de "Passiflora TM" em água mineral cada 30 minutos, até ficar mais calmo ou dormir





Passiflora incarnata by William BOERICKE 




terça-feira, 23 de abril de 2019

Fazer o próprio remédio homeopático

Copio esta matéria ecoando perspectiva tão eficaz e pouco difundida.
Agradeço ao Artur Fillice a lembrança.

Nestes links vemos sobre a memória da água, característica fundamental para a produção de medicamentos homeopáticos:

http://luizmeira.com/agua.htm

https://www.resonancescience.org/blog/Scientists-Show-That%20Water-Has-Memory


Homéopathie
le vade-mecum du résistant

Michel Dogna rédigé le 19 août 2015 à 13h10

Article paru dans le journal nº 26  Acheter ce numéro

guerre-contre-l-homeopathie-alternativesante.fr

Il devient presque impossible de se procurer en pharmacie un nombre importants de remèdes homéopathiques. La guerre contre l'homéopathie menée par les laboratoires pharmaceutiques s'achèvera-t-elle par la mort de ces remèdes ? Oui, sauf si vous entrez en résistance et fabriquez vous-mêmes vos remèdes en partant, si possible, des vieux remèdes homéopathiques qui se trouvent encore dans votre placard à pharmacie. Michel Dogna vous dit comment faire.

Il y a 10 ans je diffusais déjà des articles titrant « L’homéopathie sabotée ». Je dénonçais alors :

Des souches mères souvent douteuses (erreurs de cueillette) .La loi scandaleuse de la chauffe des souches organiques à 131°.L’interdiction de l’auto-isothérapies (trop efficace).Le sabotage par la chauffe des biothérapiques (exsudats pathologiques) pour de fausses raisons prophylactiques. Exemple : seulement 5 CH = 10 DH = dilution des toxines de 1/10 milliardième (on rêve !).Enfin, j’ai toujours contesté le choix français des granules, qui est la formule la moins efficace face aux triturations et surtout aux gouttes largement utilisées chez les allemands – ceci pour les raisons mathématiques que j’explique en détail dans mon livre « homéopathie courante par vous-même ».

Les attaques continuent tous azimuts

menace récurrente de déremboursement,polémique constante concernant l’absence de fondement médical,disparition de nombreuses souches anciennes...

À tout cela s’est ajoutée depuis mars 2001 une procédure d’enregistrement homéopathique (EH) qui impose aux 1 163 souches remboursables répertoriées en France de passer sous le contrôle de l’Agence nationale de sécurité du médicament (ANSM).

Et enfin arrive le coup de grâce : une directive européenne réduisant de 75 % le nombre de remèdes homéopathiques.

Il est clair que l’homéopathie, pourtant vieille de deux siècles, dérange et fait de l’ombre au puissant lobby pharmaceutique. Aussi, trois médecins Jean-Louis Ode, généraliste à Saint-Raphaël, Jean-Michel Alexis, praticien à Draguignan et Didier Grandgeorge, pédiatre à Fréjus, sont partis en guerre pour défendre l’homéopathie, qu’ils disent à juste titre « menacée de mort ».

La raison précise de toute cette agitation ? Pour faire simple, depuis janvier dernier, chaque souche d'homéopathie donne lieu à une autorisation, alors qu’avant, la norme était une simple procédure groupée.

Maintenant, en moyenne, les laboratoires pharmaceutiques doivent dépenser environ 40 000 € par souche.

Quand Boiron, qui est en situation de quasi-monopole en France, obtient un enregistrement homéopathique, il choisit de ne vendre que les dilutions les plus utilisées et rentables – conséquence logique.

Résultat : sur les 5 500 souches inscrites à la Pharmacopée européenne, près de 4 200 médicaments homéopathiques sont supprimés, ce qui représente 75 % des remèdes.

Depuis son entrée en Bourse, en 1987, c’est la rentabilité avant tout, dans l’optique d’une éventuelle revente ; ceci a entraîné une rupture de ses engagements, où lors du rachat de Dolisos en 2005, Boiron s’était engagé à conserver la totalité des souches - ce qui n’a pas été le cas.

Concernant les homéopathes dûment canonisés, avoir sué sang et eau pendant des années sur le Kent ou le Kollitch pour acquérir leur compétence ne signifie plus rien, puisqu’on leur a confisqué la majorité de leurs outils.

Les praticiens sont donc poussés à des pratiques borderline, entre activité de propharmacien et incitation à aller s’approvisionner à l’étranger : Belgique, Allemagne, Suisse, Grande-Bretagne ou encore en Autriche, où la pharmacie Remédia met à disposition les 5 500 souches de la Pharmacopée européenne. Il y a en France une trentaine de pharmacies capables de fournir tous les remèdes homéopathiques prescrits, à défaut de s’approvisionner à l’étranger.

Et si vous-même fabriquiez votre homéopathie ?

Premier cas : Vous avez le reste d’un vieux produit dans votre placard qui marchait très bien et qui est maintenant supprimé.

Ne vous occupez pas de la date de péremption, c’est juste de la réglementation standard qui ne correspond à aucune réalité. Au contraire, plus le tube ou le flacon est vieux et plus il a des chances d’être de qualité supérieure.
Nota : Ne videz jamais complètement un flacon ou un tube – cela vous permettra de le dupliquer.

S’il s’agit de granules,

Dissolvez au moins 5 granules dans un peu d’eau distillée ou osmosée ou en dernier recours du Mont Roucous dans un flacon n° 1 de pharmacie de 250 ml ou une petite bouteille à eau en verre du commerce que vous aurez amenée à une température de 80° mini dans une casserole d’eau pour effacer ses mémoires vibratoires. Imprégnez bien l’ensemble de la paroi du flacon.Remettez la solution des granules dans une autre bouteille n°2 de stockage préalablement ébouillantée, en vue d’autres préparations.Le flacon n° 1 étant vide mais imprégné de la base, ajoutez entre la moitié et les 2/3 en eau distillée ou osmosée ou mont Roucous. Bouchez bien et secouez sans brutalité pendant 1 minute.Ajoutez 10% de cognac.Mélangez bien.Entourez le flacon d’un papier alu et collez une étiquette.

Vous avez réalisé un clone par la méthode Korsakov de la dilution d’origine quelle qu’elle soit. Les prises seront de 20 à 25 gouttes entre 1 et 3 fois par jour selon les cas.

Si le produit du départ est en gouttes, c’est encore plus simple

Mettre l’équivalent d’une cuillère à café dans le flacon n°1 pour imprégner la paroi.Revider l’excédent dans le flacon initial, et procéder comme précédemment.

Vous pouvez aussi récupérer des produits disparus du marché chez des amis ; puisque Boiron ne veut plus les fabriquer, vous ne faites du tort à personne, mais du bien aux malades.

Deuxième cas : Vous disposez d’une teinture mère ou d'un exsudat. 

Imprégnez comme précédemment le flacon opératif de 250 ml décontaminé à l’eau bouillante et videz le surplus dans le flacon initial.Si vous le pouvez, opérez dehors – sinon imaginez-vous dans un décor champêtre.Ajoutez 1/3 d’eau (toujours distillée ou osmosée ou mont Roucous) – dites 1Bouchez et secouez doucement 1 minute.Videz le flacon sur le sol ou dans un lavabo si vous êtes en appartementRemettez 1/3 d’eau – dites 2 – secouez 1 minute.Videz… et continuez les mêmes opérations jusqu’à compter 9.Après avoir secoué la 9ème dilution, NE PLUS JETER.Rajouter de l’eau aux 2/3, re-secouez et ajoutez 10% de cognac.Emballez le flacon avec du papier alu comme dans le cas précédent et étiquetez.

Vous obtenez là un excellent produit homéopathique, bien meilleur que ce que vous achetez parce qu’il est fabriqué à la main et en conscience.
La posologie est toujours de 20 à 25 gouttes par prise.

Troisième cas : votre souche est de nature solide (minérale, végétale ou organique)

il va falloir la faire tremper préalablement dans de l’eau distillée ou osmosée, mais pas du mont Roucous, cela entre 24 et 48 heures.Ajoutez 15% d’alcool à 90° et attendre encore 24 h pour enlever la souche. Vous obtenez alors votre base.A partir de cette base, vous reprendrez la procédure du cas n°2.

Voilà, cela s’appelle de l’autonomie, qui vous permet de vous tirer d’affaire à bon compte dans bon nombre de cas de figures. 

Grâce à vous, l’homéopathie survivra en attendant des jours meilleurs. Et vous éprouverez beaucoup de joie et de satisfactions à faire cela.

NOTA : la méthode s’applique parfaitement pour les animaux (chiens, chats, chevaux, et tous animaux de la ferme) – Les animaux sont généralement plus faciles à soigner que les humains parce qu’ils ne sont pas embrouillés par un mental toxique.

Pour plus de détails techniques et une utilisation basique de l’homéopathie, procurez-vous l'ouvrage de Michel Dogna 
« Homéopathie courante » – Edition Guy Trédaniel.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Nomenclatura Homeopática

CH
C = centesimal
H = Hahnemann

🧪

DH
D = decimal
H = Hering

a partir da segunda metade do século passado a terminologia científica tende  utilizar nomes universais, descritivos. Nesta perspectiva a norma promovida por literatos atuais é:

C = centesimal

D = decimal

Transcrevo esta matéria para ilustrar:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/veterinaria/escalas-utilizadas-nos-medicamentos-homeopaticos-ch-dh-lm-ou-q-kfc/28562

À procura de seu ideal, cura rápida, suave e permanente, Hahnemann aprimorou a técnica de manipulação das drogas, e estabeleceu um sistema da forma que ele considerava mais adequada para o preparo do medicamento homeopático. Os medicamentos atualmente são preparados de acordo com a Farmacopéia Brasileira. De acordo com o Manual de Normas, a água, solvente universal, é essencial para a manipulação, passando por diferentes processos depurativos, a saber: destilação, osmose reversa ou de ionização. O método mais utilizado é a destilação.

O álcool etílico ou etanol é utilizado na preparação de tinturas-mãe, nas dinamizações (formas farmacêuticas derivadas) e na dispensa dos medicamentos homeopáticos. Hoje em dia é o álcool de cereais que mantém o maior grau de pureza. As soluções hidroalcoólicas devem ser feitas de 30 a 70% de concentração, ou menos, conforme especificação. No seu livro “Fundamentos da Homeopatia”, o Dr.Aldo Dias ainda comenta que Hahnemann utilizava exclusivamente o álcool do vinho e a água da chuva ou neve derretida, destilada em alambiques de ferro.

Ainda é utilizada a lactose nas triturações homeopáticas, quando a matéria prima não é diluível em água, como acontece com os metais e os venenos de cobra, abelha, formiga, sapo, etc., assim como na dispensa dos medicamentos na forma de pós, papéis, tabletes e comprimidos. Já na confecção dos glóbulos a base utilizada é a sacarose inerte.

Para a diluição dos medicamentos são utilizadas escalas: decimal (DH), centesimal (CH) e cinquenta milésimas (LM).

A escala decimal (DH) foi preconizada por Hering, os medicamentos são diluídos na proporção de 1:10 (uma parte do insumo ativo para dez partes do insumo inerte), ou seja, uma parte do soluto + nove partes de solvente, totalizando o volume final de dez partes.

Na escala centesimal idealizada por Hahnemann, a proporção da diluição é de 1:100 (uma parte de insumo ativo para 100 partes de insumo inerte) , ou seja, uma parte de soluto para 99 partes de solvente.

Vejamos o §269 do Organon de Hahnemann: 

“O método homeopático de cura desenvolve, para seu uso especial, a um grau até agora nunca visto, os poderes medicinais internos das substâncias cruas, mediante um processo no qual lhe é peculiar. E que até agora jamais foi tentado, pelo que somente eles todos se tornam imensuravelmente e penetrantemente eficazes, mesmo os que no estado cru não dão provas da menos ação medicamentosa sobre o corpo humano. Esta mudança notável nas qualidades dos corpos naturais desenvolve os poderes dinâmicos (§11), latentes, até agora despercebidos, como se estivessem adormecidos, ocultos, que afetam o principio vital, e alteram o bem estar da vida animal. Isto se obtém por ação mecânica sobre suas menores partículas, esfregando e sacudindo. Esse processo chama-se dinamização (desenvolvimento do poder medicinal) e os produtos são dinamizações ou potências, em graus diversos.

Ouvimos todo dia que as potências medicinais homeopáticas são chamadas de meras diluições, quando é o contrário, isto é, um verdadeiro aumento das substâncias naturais que trazem à luz e revelam os poderes medicinais específicos ocultos que contêm, sendo despertados esfregando-se e sacudindo-se. O auxílio de um meio de atenuação não medicinal escolhido, é apenas uma condição secundária.

A mera diluição, por exemplo, a solução de um grão de sal tornar-se-á água, o grão de sal desaparecerá com a diluição em água demasiada, e jamais desenvolverá poder medicinal que, mediante nossa dinamização bem preparada, é elevado a um poder maravilhoso.
Na escala cinquenta-milesimal (LM ou Q), o grau de diluição obedece à proporção de 1:50.000 (uma parte para 50.000 partes) a cada nova potência. Esta escala foi desenvolvida por Hahnemann e encontra-se no parágrafo 270.

§270 Organon:

“ A fim de obter da melhor maneira esse desenvolvimento da potência, uma pequena parte da substância a ser dinamizada, por exemplo, um grão é triturado durante três horas por três vezes cem grãos de açúcar de leite, de acordo com o método descrito ..., até a milionésima parte em forma pulverizada.

Por motivos que damos abaixo, um grão desse pó é dissolvido em 500 gotas de uma mistura de uma parte de álcool para quatro de água destilada, da qual se põe uma gota em um frasco. A isto se acrescentam 100 gotas de álcool puro, sacudindo-se 100 vezes com uma mão contra um corpo duro, porém elástico (Hahnemann usava a bíblia, livro grosso com capa de couro). Esse é o medicamento no primeiro grau de dinamização, com que se podem então, umedecer pequenos glóbulos de açúcar e espalhá-los sobre papel de filtro a fim de secar, guardando-se em um frasco com o sinal do grau de potência. Só se toma um desses glóbulos para dinamização ulterior, colocando-se em um segundo frasco (com uma gota de água a fim de dissolvê-lo) e então com 100 gotas de álcool de boa qualidade dinamizado da mesma forma com 100 sucussões violentas.

Mediante essa manipulação de drogas em estado bruto produzem-se preparações que só assim alcançam a capacidade plena de afetar as partes atingidas do organismo doente.

Desse modo, mediante uma simples afecção de enfermidade semelhante artificial, a influência da droga natural no princípio vital encerrado no interior do organismo é neutralizada. Por meio desse processo mecânico, desde que realizado regularmente de acordo com a técnica descrita acima, opera-se uma mudança na droga que em estado bruto apresenta-se apenas como material, às vezes, como matéria não medicinal; mas, por meio de uma dinamização cada vez maior, é alterada, sutilizada, enfim, como um poder medicinal, que de fato, por si só, não cai em nossos sentidos, mas para o qual o glóbulo medicinalmente preparado, seco ainda mais quando dissolvido em água, torna-se o veículo, e assim manifesta o poder curativo dessa força invisível, no organismo doente.”

As dinamizações baixas são mais utilizadas nas formas agudas enquanto que as dinamizações altas são mais utilizadas nas enfermidades subclínicas e crônicas, ou para sintomas emocionais e comportamentais.

Podemos citar como exemplo de enfermidade aguda, um Abscesso (formações purulentas que aparecem na superfície da pele ou mucosas). Se este abscesso é doloroso e quente, o paciente está irritado, violento, hipersensível à dor, não suporta contato, pode-se indicar Hepar sulphur 6ch. Este medicamento promove uma rápida supuração. Podemos após a supuração completar a terapêutica com Calêndula 6 CH (via oral) ou tópica.

Mas se o abscesso é doloroso, de cor azul avermelhado ou negro,pode acompanhar um quadro de excitação onde o paciente estará eloquente, faz-se Lachesis 6 CH. Se o abscesso tarda em supurar, com dores à noite, suor noturno e sede intensa, e ao supurar a secreção é abundante, pensar em Mercurius solubilis 6 ou 12CH.

Junto com Hepar sulphur, Silicea 6CH é um dos principais medicamentos de abscessos. Reduz a supuração, reabsorvem as endurações, promove expulsão de corpos estranhos.

Agora, se os sintomas que aparecerem forem decorrentes, por exemplo, de uma crise de ciúmes muito forte, um novo animalzinho que chama mais atenção a alguém da família, pessoa ou animal, temos quadros de somatização, mas de fundo emocional. Por exemplo, Dispnéia violenta, surge às 2 – 3 horas da manhã, o paciente fica móvel, melhora sentado e inclinado para frente. Tosse eliminando uma secreção cinza. Se for após um quadro de intenso ciúme, pensar em Kali Carbonicum 30CH ou 200FC. Se ocorrer uma inflamação severa em garganta, com constrição, acompanhada de sintomas relacionados ao aparelho reprodutor, como ovarite esquerda, secreções uterinas, pensar em Lachesis 30CH ou 200FC. Lachesis é adequado para os pacientes mais ciumentos, geralmente femininos.

Nos quadros de cistite agudos pensar em Cantharis 3 CH, se a instalação do processo é brusca, violento tenesmo (dor que obriga a urinar). Dores ardentes e cortantes que se estendem pela uretra. Urina sanguinolenta, gota a gota. Este indivíduo tem tendência à formação de cálculos. No caso de processos mais crônicos, pode-se fazer na dinamização 30CH.

Utilizar o medicamento Lycopodium quando Predomina a dor do lado direito, com horário entre 16 e 20 horas, as dores cortantes descem pelo ureter, o indivíduo sente a dor correr pelo abdômen. Agrava antes de urinar e melhora por urinar. Urina com areia avermelhada, flatulência (gazes abdominais), intolerância à roupa, que o obriga a retirar, a despir-se ou afrouxar as roupas. Geralmente utilizar 12 ou 30CH, pois são sintomas recorrentes, tendendo à cronicidade.

Nas diarréias agudas, pensar em Arsenicum qlbum 6ch, por excessos alimentares, Nux vomica 6CH com sudorese intensa, muito abundante, pior de noite, com fezes aquosas como água de arroz, precedidas de dor de ventre tipo cãibras e cólicas violentas com debilidade extrema. Vômitos e diarréia simultâneos, pensar em Veratrum album 6ch.

Outro método utilizado de dinamização homeopática foi desenvolvido por Korsakov. Ele trabalhava no próprio campo de batalha e sentiu necessidade de simplificar o método hahnemanniano, de modo a poder minimizar o padecimento de um grande número de doentes e feridos. Para tal, preconizou a utilização de um mínimo de frascos e um uso prático e rápido. Hahnemann, que teve conhecimento do método, testou-o e admitiu que fosse tão eficaz quanto o seu. Porém, no Brasil, os médicos veterinários não costumam utilizá-lo muito.

Com o aparecimento de potências elevadíssimas, utilizadas e desenvolvidas por James Tyler Kent, foi necessário desenvolver uma máquina que auxiliasse no processo de diluição e sucussão e esta foi denominada “máquina de fluxo contínuo”. O método de Fluxo contínuo ou FC é bastante utilizado nos tratamentos onde se utilizam medicamentos únicos, com doses mais espaçadas. Seu uso é preconizado a partir de 200FC, depois 1M (milesimal), 10M, 100M, 1MM (milhão), 10MM, 100MM. Em Medicina Veterinária utilizamos no máximo até 10 M, dentro da linha Unicista. Os animais são muito mais sensíveis às doses mais quintessenciadas, mas diluídas e dinamizadas que o homem adulto. Altas potências muito repetidas, para os animais, podem acarretar patogenesias, agravações, ou sintomas indesejáveis. É necessário ao prescrever, cuidado e bom senso.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Aloes em luizmeira.com








sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Aloe Oftálmica

Apresento a evolução do uso de Aloe vera como colírio:
Impressionante, somente 4 dias!!!
24 agosto 2009Seguem as fotos da evolução da "coisa" do olho da E. com o uso da Babosa.
(Aloe vera, mucilagem fresca)
1º de setembro de 2009
Segundo ela, deixou a babosa por menos de um minuto no lado interno da pálpebra em cima da "verruga", e foi dormir em seguida.
14 de setembro de 2009
Repetindo este procedimento por aproximadamente 4 noites. Notando uma evolução a cada manhã. Quando lavava o olho com soro fisiológico.
Após esta experiência, ampliei o uso para diversas afeções oftálmicas e os resultados sempre foram animadores.

Apresento bibliografia que ratifica esta aplicação com vista à substituição dos diversos  colírios industriais que geralmente trazem corticoides e antibióticos em sua fórmula e algumas vezes até o perigoso anestésico:

http://www.medizzine.com/plantas/aloe_vera.php
http://www.google.com/patents/US6013259

sexta-feira, 8 de junho de 2018

TM Avena sativa - granum

Fabiana Victor
Eu faço a tintura do grão de Avena sativa assim:
Lavo os grãos de Aveia orgânica e deixo de molho de um dia para o outro, escorrer bem e colocar os esses grãos inteiros num vidro cilíndrico junto com a vodka ( 500g de grãos secos para 1 litro de vodka, uso a vodka Finlândia) , tampo o vidro, faço um revestimento por fora com papel alumínio (para proteger da
Luz e de interferências como radiação) e deixo guardado num armário por 1 mês.
De vez em quando , umas 2 x por semana, agito o vidro. Depois de um mês, coo a mistura com um tecido de voil, espremo para sair bem o líquido e aí engarrafo numa garrafa âmbar para guardar. A tintura está pronta é muito durável e
e precisa agitar sempre antes de usar para misturar, pois decanta.
Com a Aveia que sobrou, devolvo-a  no vidro e completo com 1 litro de água, tampo, agito bem e guardo na geladeira por 1 ou 2 dias, aí coo novamente e esse " leite de avena" levemente alcoólico, guardo na geladeira e uso logo nos próximos dias.
Aí descarto a Aveia.
Às vezes trituro no liquidificador a Aveia com a água antes de  coar e fica um leite mais grosso. Fica bem bom. No caso a "avena de água" fica mais fraca que a de álcool, então tomo em mais quantidade,  e em geral consumo em uma semana após o preparo. Sempre guardando na geladeira .
Obs. Sugiro usar um vidro cilíndrico encapado e não usar a garrafa para fazer a tintura pois depois do mês de maturação, para retirar os grãos de dentro é mais difícil.
Boa sorte!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Guaco

Guaco


Guaco é uma planta medicinal, também conhecida por ervas de serpentes, cipó-catinga ou erva de cobra, muito utilizada em problemas respiratórios devido ao seu efeito broncodilatador e expectorante.
O seu nome científico é Mikania glomerata Spreng e pode ser comprada em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação com o preço médio de 30 reais.

Escolher as folhas mais velhas, quebradiças, com odor característico.
mantém atividade terapêutica mesmo guardado por meses (sombra, ventilação).

Para que serve o guaco

O guaco serve para tratar tosse, rouquidão, bronquite.

Facilita a expectoração sem a agressão osmolar dos xaropes, pois usamos a infusão, sem adoçar.

Propriedades do guaco

As propriedades do guaco incluem sua ação broncodilatadora, anti-séptica, expectorante.

Equivale à ação da acetilcisteína na fluidificação do muco pulmonar e aos beta-agonistas no efeito broncodilatador.

Modo de uso do guaco
Para fins terapêuticos são usadas as folhas velhas da planta na forma de infusão.

Efeitos colaterais do guaco
Os efeitos colaterais do guaco incluem hemorragias, aumento dos batimentos cardíacos, vômitos e diarreia. 

Contraindicações do guaco

O guaco está contraindicado para indivíduos com doenças no fígado, indivíduos que utilizam anticoagulantes e para crianças menores de 1 ano de idade.