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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Re: Aloe Arborescens - ANVISA

Olá Flávio,

retiro sua identificação para publicar nossa conversa sem constrange-lo.

Em 8 de julho de 2012 22:50, Flávio escreveu:
Dr.Luiz Meira,
 
Boa noite!
 
Peço sua permissão para exposição do relato abaixo:
 
Há cerca de 01 mês efetuei a compra do Suplemento Alimentar FRZ Aloe Arborescens

Considero a arborescens aprox.30 vezes mais tóxica do que a vera.

A intoxicação causada pela ingestão é insuficiência renal, quadro grave e oneroso aos cofres públicos.

 
no site português "curanatura.com" e o mesmo, enviado via UPS, encontra-se retido em Viracopos pela ANVISA.
 
Bem, eu e minha companheira nos tornamos adépitos de uma vida mais saudável, e procuramos hoje em dia a substituição dos hábitos alimentares de anos, acrescentando a nossa dieta alguns alimentos como linhaça, farelo de trigo, colágeno, etc. Temos desde então sentido nítida melhora, e passamos a colher informações de outros, como a farinha de banana verde e de maracujá, na roda de amigos ou em outros lugares, como sites pela internet. Numa dessas pesquisas nos informamos sobre a Babosa - Aloe Arborescens.

Não encontramos nada no mercado com o apelo "natural" do produto que estou importando.

Realmente não pensei que fosse interpretado como outra coisa, senão alimento, como qualquer outro que se encontra em lojas de produtos naturais tipo "Mundo Verde", principalmente pelo que está em sua composição: a Aloe Vera,

muito menos tóxica do que a arborescens
 
Mel e cana.

A mediadora da UPS enviou-me vários anexos, incluindo um em Power Point, com instruções bem burocráticas para desembaraço aduaneiro...de alto caráter intimidador, chegando até a sugerir a desistência no processo.
 
Confesso que estou confuso diante de tamanha exigência imposta para algo similar ao que comumente temos acesso, sem as mesmas restrições, aqui no Brasil.
 
Durante essa peregrinação esbarrei no seu site e pensei que seria impossível o meu caso ser isolado, e que talvez na sua vasta experiência tenha esbarrado em relato similar, podendo orientar a melhor maneira de não perder para a Máquina Burocrática do Governo

Manter um site pessoal e atender em domicílio são formas que encontrei para esquivar-me dos entraves institucionais.

utilizar a Aloe vera in natura foi a forma de obter resultados imediatos sem a necessidade ou riscos dos processos industriais.
 
por inadvertidamente ferir os princípios dos intereses da Dantesca Indústria Farmaceutica.

A perspectiva comercial, materialista, perante o processo saúde-doença é insustentável e degradante, no entanto, ultimamente temos a proibição do uso de Aloe por parte da Anvisa, o que considero adequado pois já constatei pessoalmente intoxicações com insuficiência renal aguda em usuários de Aloe arborescens.

 Mantenho a orientação para o uso da vera por ter observado abuso enorme na quantidade ingerida por muito tempo e por muitas pessoas sem qualquer relato ou observação clínica (incluindo exames sanguíneos) de intoxicações (observando o protocolo exposto: planta que já floriu, a folha mais perto do chão, sem qualquer fiapo da casca)

Obrigado pela sua atenção,
 
Flávio

mantenho-me ao dispor
Luiz Meira